Durante o nosso percurso é natural que surja uma ideia para criar um negócio, normalmente sustentada numa necessidade sentida, embora na maioria das vezes essas ideias nunca saiam do imaginário. Por outro lado, há ideias que vão mais longe e culminam com a criação de uma empresa. É aí que nasce a Startup.

 

Grande parte das Startups acabam por falhar. Se está a dar os primeiros passos nesse caminho, este artigo vai identificar as maiores armadilhas que podem criar grandes desastres e, consequentemente,  enormes frustrações. Abaixo descrevo alguns dos erros mais comuns que levam as Startups ao fracasso:

 

Inexistência de Gestão profissional

Por regra, os fundadores não tem background em Gestão e Recursos Humanos, sustentam-se numa paixão. Além disso, tendem a abster-se de receber apoio de profissionais experientes, seja por falta de capital ou para salvaguardar a ideia em que se apoiam. Ao optar por percorrer o próprio caminho, o líder estará a expor-se a um percurso que levará anos a obter amadurecimento e absorver o conhecimento necessário para vencer. O problema reside no facto de que o tempo, certamente, tornará a ideia obsoleta.

 

Falta de capital

A falta de capital impossibilita que as startups obtenham o apoio necessário para se alavancarem, não conseguindo obter os recursos humanos fundamentais para atingirem os objetivos dentro dos prazos estimados. Na verdade, são obrigadas a direcionar o seu esforço para a parte financeira, perdendo o foco naquilo que é mais importante.

 

Mau planeamento

A falta de planeamento é uma das maiores falhas nas Startups. Existe uma preocupação maior em conceptualizar do que em estruturar o desenvolvimento do negócio. Por outro lado, há casos em que o planeamento existe, embora seja insuficiente. A falta de experiência das equipas acaba por canalizar esforço excessivo para os temas errados.

 

Má visão do mercado

Podemos afirmar com certeza que uma ideia nunca irá vencer quando não existe noção do mercado e sobre o consumidor final. É um facto que muitas Startups morrem porque apostam no mercado errado, não obtêm receptividade do consumidor ou por não terem percebido que o custo de produção é mais alto do que o valor que o comprador está disposto a pagar.

 

Desmotivação

Esta é uma das razões que termina com Startups ainda na sua fase de esboço, principalmente quando se alavancam em capitais próprios ou de familiares, uma roupagem de capitalização que induz desmotivação quando não há retorno a curto prazo.

 

Desagregação da equipa

As Startups necessitam de um grande esforço humano para sobreviverem e conseguirem consolidar as suas ideias. O problema reside no problema de, na maioria das vezes, as equipas sofrerem com uma degradação muito rápida, seja por falta de apoio financeiro ou porque as ideias de alguns elementos são contrárias. Não existe um rumo bem definido. Falta liderança. Ou seja, perdem-se os ideais e o descontrole toma posse. A paixão esvai-se.

 

Ser movido pelo coração não é o suficiente para construir algo, principalmente pela própria imaturidade em gerir emoções. É por esse motivo que a fase semente é importante. Trata-se de uma fase embrionária que pode captar investidores experientes e aproveitar o seu know how. Se não conseguir captar a atenção de qualquer investidor, pode estar perante um sério alerta de que a sua ideia não seja tão boa quanto pensa. Seja racional.

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Sobre o autor

Francisco Cardoso é CEO da ZALOX. Com várias décadas de experiência na gestão de empresas, projetos digitais e equipas, reúne neste blog o know-how adquirido, ajudando gestores a ultrapassar desafios atuais.